quinta-feira, janeiro 04, 2007

Por Eduardo Sande(nº9)

Minha análise pessoal em consultório desenrolou‑se ao longo de uma década. Pensar sobre ela, leva a refletir sobre a dificuldade de uma apreensão do processo histórico que é uma análise. Aquele que entra em uma análise se transforma constantemente, de maneira que se acha incapacitado de reproduzir, com qualquer competência, seu desenrolar. Minha análise, então, é para mim uma espécie de mancha. É como uma neblina em que se entra e que ao sair‑se se encontra o mesmo velho mundo totalmente modificado não por si mesmo, mas pela transformação produzida pela análise. Tentar escrever sobre a análise é retomar seus desvios e descaminhos. É reentrar nas brumas. É reabrir os caminhos da análise. Que bom! Se adentrares por esta porta...

Eduardo Sande

2 Comments:

Anonymous Anônimo said...

quando iniciei minha análise mesmo que imaginasse não poderia ter a dimenção dos efeitos. de inicio, diante da célebre pergunta: o que te fez buscar uma análise? como chegou até aqui? respondi: - é que sou estudante de psicologia, acho necessario uma análise. caminho difícil que me perdia mais do que seguia atalhos. sempre pagando o máximo que podia, cheguei a pagar com todo resumido salário de um estágio, gostaria de aumentar o valor das sessões hoje. Vale a pena trabalhar para não trabalhar pro sintoma, a pesar de todo gozo. Nem todo prazer me diverte.

5/1/07  
Anonymous Anônimo said...

Iris, apaixonada pelo analista.
Até aí tudo bem, mas, ela foi analisada?

4/1/08  

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