Por Potira Rocha(nº1)
Devo pagar algumas contas. Devo textos ao mundofreudiano. Devo ao meu inconsciente. Devo o andamento de minha análise. Devo, devo, devo, desejo...devo desejo?
Devo ser mulher. Devo ser pouco histérica. Devo ao feminino.
Desejo ser mulher. Desejo nada histérico. Desejo o feminino.
E entre todas as coisas que eu devo, o desejo está. Ainda que não pareça, ele está. Ele fica, ele tenta. E eu?Eu páro, estaciono, quase não desejo...
Potira Rocha

2 Comments:
Devo dizer que gostei bastante desse texto (em detrimento ao fato de eu ser suspeito em dizer isso). O desejo realmente é uma fonte inesgotável de conflitos e inquietude, mas o que mais nos faria seguir em frente...?
Só não deve à função reguladora da linguagem...
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