Por Mariana Magalhães(nº2)
Mais uma contribuição. Estou num final de semana paradisíaco, relativamente perto de casa, no Riverside Hotel, achei que passaria mais algum dia na solidão do meu apartamento. Mas não poderia recusar a esse convite especial. Acabei de ler um trecho do livro dois das Brumas de Avalon, quando aparece: “... ela (Morgana) se sentia pouco à vontade, desajeitada. Ele gostaria dela? Seus seios pareciam flácidos e caídos, estavam assim desde o nascimento de Gwydion. Lembrava de que, quando o rapaz os tocara pela primeira vez, eram pequenos e firmes. Mas ele não parecia notar, acariciando-os, segurando os bicos entre os dedos e depois, suavemente, entre os lábios e os dentes...” Acabei lembrando da coisa do sexo, dinheiro e ... eu não lembro do último fator, Já ouvi num dos encontros que tudo para Freud se resumia à questão sexual do indivíduo, ou será que estou viajando nas discussões? Isso não importa agora. Porém me vem a quase certificação que esse item seja realmente de total relevância nas questões íntimas. A carência afetiva, a carência sexual é algo... (estou tentando utilizar palavras corretas, antes de ser mal interpretada). Essa coisa de dar nomes às coisas às vezes me coloca contra a parede. Estar só, num lindo lugar, por mais que eu admire todos os elementos naturais, como a lua, o rio, o cheiro do mato, sempre acabo me remetendo a pensamentos sexuais, companhia sexual. Não estou com a libido à flor da pele, mas... nada mal seria uma parceria nesse momento! Controlar extintos animais quando se é um ser racional... É mais fácil ser só animal.
Nem sei que data é hoje, é véspera de Páscoa, talvez reencontre a danada da solidão. Talvez eu precise me olhar mais no espelho e chamar pelo meu nome.

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