Gosto de resolver problemas. Acho até mesmo que os crio para poder resolvê-los. É como se algo em mim precisasse da excitação que o problema causa para poder acalmar-me. O problema me excita- (a)-c-alma.Penso que isto é uma forma de usar o nome do Outro para gozar, fazer. Fazer para o Outro.
Ultimamente tenho tentado falar, fazer, desejar em nome próprio. Não fazer problema, gozar sem problema. De qualquer forma, esta forma do meu sintoma, me deu uma capacidade de fazer muito grande. Fazer o Axé, fazer dinheiro para sobreviver, fazer amigos, fazer texto e continuar fazendo sintomas. Continuar fazendo problemas.
Neste instante, quando escrevi sobreviver, esta palavra fez problema. Desejo viver e não somente sobreviver. Segundo minha mãe, meu pai, e minha avó sobrevivi a morte. Daí acho que na vida fui sobrevivendo a morte. Uma espécie de sobrevida.
Acho que começo a viver a vida. Acho que começo a gozar da vida, inclusive do que aprendi com os problemas que criei e resolvi. Acho que começo, neste sentido, a gozar do meu sintoma e aí viver como um santo homem.
Tudo isto me faz pensar na questão do mestre e do psicanalista nos cursos da Confraria e no Mundofreudiano. Acho que estes são novos problemas para mim. Se sigo Lacan, parto do principio de que o mestre é um impostor necessário, um mal necessário. Ainda com Lacan descubro que ao significante mestre devemos a possibilidade de encontrar o espaço vazio. E graças ao Discurso do Psicanalista que a impostura, ou fato de o mestre e um impostor, pode ser realizado.
Assim, pergunto: Seria o Mundofreudiano um espaço onde os mestres da Confraria podem fazer cargo de suas faltas e sua necessária condição de impostor nos cursos da Confraria?
Marcos Cândido
1 Comments:
Gozar do sintoma...ainda tô tentando aprender....
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