Por Conceição Nobre(nº2)
Aves de rapina
De repente um bem estar foi tomando conta do meu espírito. Que eu pense, o vôo das aves de rapina não atingiram o andar superior. Agora tudo se comporta como se fosse possível descrever o desvio das passagens. Na verdade soube através de minha irmã que meus avós sempre levavam uma criança no final de suas visitas. Como aves de rapina, aterrorizando com olhar perscrutador. Escondíamos-nos no último andar. Lembrei bem de nossas conversinhas, cochichos, risadas e medos histéricos.
A verdade sempre pela metade e só depois!
O andar superior era feito de risos e segredos. Ganhávamos quando a porta se fechava. Alívios.
Mitos que se formavam.
Medos que tinham nomes como fantasmas desvelados.
Nem as amídalas!
Conceição Nobre
2 Comments:
Nao gosto de portas fechadas...uma vez, aos 4 anos de idade, acordei sozinho dentro de casa. estava preso, nao conseguia abrir a porta e sair. gritei, chorei ate que meus pais retornaram. tambem, quando minha avo se zangava comigo, trancava a porta do quarto dela e me deixava do lado de fora. nuca havia pensado nisto, mas ainda hoje quando chego a lugares tenho medo de bater nas portas que estao fechadas...
As aves de rapina, na maioria das vezes, nunca alcaçam o andar superior...se resisto e não deixo o inconsciente manifestar-se....
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