Estou pensando sobre a ética da Psicanálise. A ética do desejo. O desejo se diz, e dizendo meu desejo sigo desejando. Dizer o desejo e apenas uma forma de fazer o meu inconsciente circular. Isto não aprisiona o desejo mas o liberta do sintoma. Meu sintoma e perguntar ao outro o que ele quer de mim.
As vezes tenho do outro. Tenho medo que ele diga que não me quer. E uma espécie de fobia obsessiva. E como se o fantasma me assombrasse porque ele pode me perguntar o que eu quero. Ao que normalmente ou quase sempre respondo, quero o que tu queres. Mas se ele não quiser nada de mim? Este e o meu fantasma, medo de ser desejado. Sem o desejo do outro fico perdido.
Volto ao meu desejo de analista. Lambei-me agora de uma conversa que tive com um colega de escol, quando eu tinha mais ou menos. Acho a primeira vez que disse que queria ser psicanalista.
Naquela época eu era um homem de cálculos, física, eletricidade, etc. Na verdade eu estava seguindo e desejo de meu pai. Ele dizia: Quero que você seja eletro-eletrônico. Também dia: De preferência que você seja militar. Naquele momento topei ser engenheiro mas já o havia desenganado quanto a possibilidade de eu ser militar. Ele também dizia que ia morrer eletrocutado. Já trabalhei isto na minha analise. Seja engenheiro elétrico, mas não seja se não você vai morrer eletrocutado. Registro violento da castração.
Volto a minha questão com relação ao desejo do Outro. Afinal de contas o que queria meu pai. Continuo sem saber. Por mim, em meu nome, hoje posso dizer: - Quero ser analista.
Por enquanto, penso que ser analista e dar conta do assassinato de meu pai.
Marcos Cândido
2 Comments:
que devo ser para que me queiras...sempre penso isso....sempre me coloco nesse lugar de obejto do desejo do outro...sujeita sempre ao abandono.
Dizer do desejo o liberta do sintoma, faz circular o inconsciente. Também é como ser atravessado, encontrar essa nossa face impossível
Conceição
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