Por Íris Ferraz(nº3)
Blitz Documentos
Semana passada entreguei a direção do meu carro a quem “pela lei de transito” não poderia”. O guarda mandou parar: - documentos do carro e habilitação, por favor. Resolvemos não comentar nada e entregar o documento com minha habilitação. Depois disso, o guarda estranhamente devolve tudo e deseja boa viagem.
Chego a minha análise contando a transgressão e me sentido menos responsável pela boa condução das coisas. Minha analista então diz: - mas precisou apresentar sua habilitação. Penso ½ segundo e digo: - não sem antes pedir pra ele regularizar a situação.
Iris Ferraz,13/07/06

3 Comments:
Lembrei do dia que estava dirigindo - não tenho habilitação - e, reduzindo p parar no semáforo, fiquei atrás de uma viatura policial. O co-piloto disse: Você não pode fazer barbeiragem, n pode deixar o carro morrer... rsrsrsrs Lembro do frio na barriga.. Prazer com a transgressão...
Rico perceber que meu texto é tudo isso e "com isso" é muito mais... ricos comentários, obrigada!!!!
Transgredir sempre foi um importante apelo na minha juventude quando a ditadura mandava "prender e arrebentar" quem pensasse fora do estabelecido pelo regime, quem ousasse ser diferente ou quem ousasse ter sentimentos simpatizantes com a "esquerda". Quando finalmente a democracia prevaleceu, o sentimento de ter que transgredir ficou num vazio esquisito, a gente teve que desaprender muitas coisas. O sentimento de estar alerta com as coisas muito enquadradas permaneceu. Seu texto me levou de volta a esse meu estranho aprendizado do mundo não transgressor.
Conceição
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