Por Marcos Cândido(nº4)
Toda partida é uma separação. Faz alguns anos de minha vida que estou pra cima e pra baixo com uma mala na mão. A mala parece operar para mim como uma espécie de objeto transicional. Algo que parece ser a única presença constante, aquela presença que me ajuda a suportar, mais ou menos, cada partida.
Na mala levo objetos indispensáveis, - roupas, livros, meu computador, etc. Mas durante as viagens tenho sempre medo de perder as malas.
Falando, melhor dizendo, escrevendo sobre a perda – a separação – faz alguns dias que meu documento de identidade – my id – desapareceu. Parece que como resultado apareceu o Id. O incosciente, e com ele um sitoma histérico, uma dor insuportável na base da miha coluna.
Fui ao médico e nem tiun! Nem sinal da dor, mas ela está aí enquanto minha id esta desaparecida.
Marcos Cândido

1 Comments:
Fiquei pensando sobre meu desejo de trabalhar fora de Salvador em algum momento do mês. Parece que libera o trabalho de uma rotina que torna tudo sem cor. Quando viajo, ao retornar posso ver as cores de minha casa, o tapete, os quadros. Sempre estou chegando a um novo lugar. Como falei naquela manhã de trabalho, ser índio é diferente de não ser, porque quando vejo um lugar lindo, quero me mudar pra ele. Acho que por isso a psicanálise.
Quando me encontro já não volto mais ao antes. Daí pra frente só depois.
Conceição
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